segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Nosso Projecto

Somos um grupo de 3 alunas do 12º ano da Escola Dr.Joaquim de Carvalho da Figueira da Foz.
Temos vindo, ao longo do ano, a desenvolver o projecto "Preservar e Recuperar o Ambiente". O percurso do nosso trabalho é o seguinte:

Objectivos
  1. Recolher informações, experiências e conhecimentos
  2. Desenvolver a capacidade de acção
  3. Estabelecer contacto directo com a problemática, contactando pessoalmente com entidades
  4. Recolher fotografias e dados sobre o ambiente da nossa cidade
  5. Divulgar a problemática a diferentes faixas da nossa sociedade
  6. Envolver e sensibilizar as pessoas divulgando “uma” consciência ecológica
  7. Motivar para a mudança de atitude em relação ao meio ambiente
  8. Reflectir sobre os erros do passado para poder agir no presente e mudar o futuro
  9. Perceber de que maneira os outros encaram este problema

Metodologias

  1. Identificação e análise de problemas, causas e consequências
  2. Pesquisa
  3. Tratamento de dados
  4. Exposição de cartazes
  5. Formulação de questões para expor a entidades
  6. Telefonemas e e-mails
  7. Entrevistas
  8. Visita a estabelecimentos
  9. Divulgação do tema em espaços sociais
  10. Compilação de artigos
  11. Criação do blog

Cronograma

Setembro
– Pesquisa de possíveis temas
– Escolha do tema “Ordenamento de território”

Outubro
– Debate de turma
– Ponderação acerca do antigo tema
– Alteração do tema para “Preservação e Recuperação do Ambiente”
– Propostas de actividades
– Delimitação dos objectivos e metodologias
– Elaboração do cronograma
– Definição e distribuição de tarefas

Novembro
– Organização do material do anteprojecto em PowerPoint
– Elaboração do relatório de grupo
– Organização do dossier de grupo

Dezembro
– Entrega do relatório de grupo e do anteprojecto
– Apresentação do anteprojecto

Janeiro
- Criação do blog e do e-mail do grupo
- Pesquisa de informação:
- Grupo Portucel Soporcel
- Datas comemorativas
- Artigos de interesse
- Associações ambientalistas
- Notícias
- Contacto via e-mail e telefone com o Grupo Portucel Soporcel
- Reunião com Engenheiro João Vaz da Câmara Municipal

Fevereiro
- Organização da exposição alusiva ao Dia Mundial das Zonas Húmidas
- Afixação do painel interactivo
- Formulação de um questionário para aos responsáveis pela fábrica de celulose da Leirosa
- Marcação de uma entrevista com o engenheiro químico da Soporcel responsável pelo aproveitamento e renovação de energias
- Tratamento da informação obtida através do questionário e da entrevista

Março
- Contacto com a associação ambiental GAIA via e-mail
- Associação como voluntárias da GAIA
- Visita à creche de S. Pedro com vista a marcar uma actividade comemorativa do Dia da Árvore
- Organização dos materiais necessários à realização da actividade - Actividade didáctica sobre ecologia com as crianças de 5 anos

Abril
– Pesquisa de documentos e notícias
– Actualização do blog

Maio
- Escrita de documentos para o blog
- Diversas publicações
- Divulgação do blog

Junho
- Elaboração do relatório de grupo
- Organização do dossier de grupo
- Apresentação final

Preservação da Natureza

"O ambiente é muito importante para a paz, uma vez que quando destruímos os nossos recursos e estes escasseiam fazemos guerras para os conseguir." Wangari Maathai

Todo o nosso projecto foi desenvolvido no âmbito da disciplina de área de projecto.

O primeiro passo foi a selecção do tema. Decidimos que devíamos tratar uma temática que fosse realmente importante nos dias de hoje e que tivesse algum impacto na nossa cidade, Figueira da Foz.
Para que tenhamos algum futuro no planeta é preciso "Preservar e Recuperar o Ambiente".

Com os problemas ambientais provocados pelo ser humano nos últimos tempos, a questão da preservação ambiental tem sido muito discutida, ou seja, a humanidade tem dado mais importância à preservação do meio ambiente. A preservação é um conjunto de medidas que devem ser adoptadas por todos, de forma a garantir o futuro do nosso planeta para as novas gerações.


Dependemos do meio ambiente que oferece aos seres vivos as condições essenciais para a sua sobrevivência e evolução. A sociedade humana não se sustenta sem água potável, ar puro, solo fértil e sem um clima ameno. Não há economia sem um ambiente estável.Muitas pessoas, no entanto, ainda não compreenderam isso. Ao desenvolver suas actividades socioeconómicas, destroem de forma irracional as bases do seu próprio sustento. Não percebem que dependem de uma base ecológica para a sua vida e a de seus descendentes.Vivem como se fossem a última geração sobre a Terra.

Como está o meio ambiente?Felizmente o ser humano começa a tomar consciência do seu lar, a Terra. Após décadas de devastação ambiental, há sinais de mudanças.Verificam-se muitos avanços, como por exemplo:

-criação de instituições para cuidar do meio ambiente;

-realização de encontros locais, nacionais e internacionais;

-crescente mobilização mundial;

-aperfeiçoamento de fontes renováveis de energia;

Entretanto, apesar de inegáveis avanços, o meio ambiente ainda carece de muitos cuidados. Ainda poluímos o ar que respiramos, degradamos o solo que nos alimenta e contaminamos a água que bebemos. Daí que, antes de desenvolvermos meios para corrigir os nossos erros seja necessário implantar uma consciência ecológica de cidadão do mundo.

é esta consciência que, com este trabalho, nós pretendemos desenvolver.

"Se não podemos modificar o nosso comportamento, como esperar que os outros o façam?" (Dalai Lama).

quarta-feira, 29 de abril de 2009

22 de Abril - Dia da Terra


Assinala-se hoje o Dia da Terra, criado em 1970, com iniciativas em centenas de países destinados a chamar a atenção para a importância da preservação do ambiente.




Para comemorar este dia, deixamos-vos a carta na qual o chefe Seattle faz um verdadeiro poema de amor à natureza. Este documento transformou-se numa obra-prima pela riqueza e profundidade de suas palavras, sendo um dos melhores exemplos de como se deve conviver com a natureza. Um exemplo de verdadeira consciência ecológica.


Como se pode comprar ou vender o firmamento, ou ainda o calor da terra? Se não somos donos da frescura do ar, nem do fulgor das águas, como poderão vocês comprá-los? Cada parcela desta terra é sagrada para o meu povo. Cada brilhante mata de pinheiros, cada grão de areia nas praias, cada gota de orvalho nos escuros bosques, cada outeiro e até o zumbido de cada insecto é sagrado para a memória e para o passado do meu povo. A seiva que circula nas veias das árvores leva consigo a memória dos Peles Vermelhas. Somos parte da Terra e do mesmo modo ela é parte de nós próprios. As flores perfumadas são nossas irmãs; o veado, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos; as rochas escarpadas, os húmidos prados, o calor do corpo do cavalo e do homem, todos pertencemos à mesma família. Por tudo isso, quando o Grande Chefe de Washington nos envia a mensagem de que quer comprar as nossas terras, está a pedir-nos demasiado. A água cristalina que corre nos rios e ribeiros não é somente água: representa também o sangue dos nossos antepassados. O murmúrio da água é a voz do pai do meu pai. Os rios são nossos irmãos e saciam a nossa sede; são portadores das nossas canoas e alimentam os nossos filhos. O homem branco não sabe distinguir um pedaço de terra de outro, porque ele é um estranho que chega de noite e tira da terra o que necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga. Trata a sua Mãe, a Terra, e o seu irmão, o Firmamento, como objectos que se compram, se exploram e se vendem como ovelhas ou contas coloridas. Depois de tudo, para que serve a vida se o homem não pode escutar o grito solitário do noitibó nem as discussões nocturnas das rãs nas margens dum charco? O ar tem um valor inestimável para o Pele Vermelha, uma vez que todos os seres partilham um mesmo alento. O vento, que deu aos nossos avós o primeiro sopro de vida, também recebe os seus últimos suspiros. Tudo está ligado. Devem ensinar aos vossos filhos que o solo que pisam são as cinzas dos nossos avós. Ensinem aos vossos filhos aquilo que nós temos ensinado aos nossos, que a terra é nossa mãe. Tudo quanto acontecer à terra acontecerá aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, cospem em si próprios. Isto sabemos: a terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. (...)
(texto com supressões)